Imóvel residencial com cinco pavimentos desabou na manhã de quinta-feira (23) após ruas do bairro apresentarem rachaduras.
Apesar da interdição, havia moradores no local.
Executivo municipal decretou estado de calamidade.
Prédio que desabou em Gramado estava interditado desde 2020 O prédio que desabou na quinta-feira (23) em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, estava interditado pela Defesa Civil do município desde julho de 2020.
A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Planejamento, Urbanismo e Publicidade, Rafael Bazzan Barros, durante coletiva de imprensa nesta sexta (24).
Apesar da interdição, havia moradores no local.
(Veja vídeo acima) "Em julho de 2020, houve uma ocorrência.
A Defesa Civil esteve no local, interditou o prédio, foi apresentado um laudo de um engenheiro civil que corroborou com a decisão da Defesa Civil de interditar aquele prédio.
E ele nunca foi liberado.
Ele continuava interditado", explica o secretário.
Bazzan acrescenta que existia uma condição para a revogação da interdição do prédio, que seria a apresentação de um laudo e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Os documentos nunca foram apresentados, conforme o secretário.
"Isso não foi apresentado.
A gente sabe que o condomínio fez reforços, tanto é que tem um profissional que está dando entrevista e dizendo que é o responsável técnico e tal, mas ele nunca apresentou um laudo de estabilidade, [nunca] apresentou uma ART para que a Defesa Civil pudesse revogar aquela interdição que foi feita em 2020", complementa.
No entendimento do secretário, a prefeitura fez o que lhe competia, comunicando os responsáveis pelo empreendimento.
"Existe a responsabilidade de quem está fazendo o projeto", pontua Bazzan sobre a fiscalização do local e adequações.
O prédio Segundo a prefeitura, o projeto para construção do prédio foi protocolado em 2003.
A aprovação ocorreu no ano seguinte.
O Habite-se (certidão que atesta que o imóvel está pronto para ser habitado e atende as exigências legais) foi autorizado em 2010.
???? Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O Residencial Condado Ana Carolina ficava na encosta do Vale do Quilombo, uma área verde com picos de até 850 metros, a cerca de 10 minutos do centro da cidade.
O empreendimento apresentava uma área total construída de 3.
363,64 m² em cinco pavimentos.
O prédio era cercado por hotéis de luxo e tinha apartamentos que valem mais de R$ 1 milhão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o local segue isolado, pois a instabilidade no solo permanece.
Decreto de calamidade A prefeitura de Gramado decretou estado de calamidade na manhã desta sexta.
De acordo com o Executivo Municipal, 546 pessoas estão fora de casa na cidade – principalmente no bairro Três Pinheiros, onde cerca de 120 famílias precisaram sair de suas residências.
"[Quantidade de] água nunca vista, principalmente no bairro Três Pinheiros.
A água foi o fenômeno que ocasionou todos esses deslizamentos.
Muita quantidade de chuva durante o ano acumulada no solo.
Chegou um momento em que ela disse 'vou ter que sair, estão me prendendo aqui o ano inteiro' e começou a sair.
Junto com ela está vindo o desabamento, as rachaduras", explicou o prefeito em entrevista coletiva na manhã desta sexta.
Todos os moradores do prédio que desabou já haviam sido desalojados no domingo (19) e, de acordo com a prefeitura do município, não houve registro de feridos.
Gramado decreta estado de calamidade LEIA TAMBÉM ANTES E DEPOIS: como era e como ficou local do desabamento Movimento de massa: entenda fenômeno que atingiu Gramado Moradores registram rachaduras em ruas e residências a 3km do prédio que caiu 'Muita rachadura', disse corretor que visitou prédio Rachaduras no solo Desde domingo (19), dezenas de moradores de Gramado tiveram que deixar suas residências após o surgimento de rachaduras no solo em diversos bairros do município.
As chuvas atingem o estado desde o fim de semana.
O Ministério Público do Rio Grande (MPRS) informou que deve solicitar à Justiça uma audiência sobre as rachaduras registradas nos últimos dias em Gramado.
Segundo o promotor de justiça Max Guazelli, o principal objetivo a ser debatido é a ampliação do mapeamento sobre as áreas de risco do município.
Um levantamento inicial foi feito ainda na década passada e a região onde atualmente ocorreram as fissuras não foi incluída neste primeiro trabalho.
O Serviço Geológico do Brasil avaliou a situação nos bairros Três Pinheiros e Planalto, além de locais como Perimetral e Ladeira das Azaleias, onde há rachaduras no solo e risco de queda de barreiras, de acordo com a prefeitura.
Um relatório será elaborado para direcionar a tomada de decisão do município.
A prefeitura de Gramado ressalta que "a instabilidade do solo segue, e o episódio do colapso é apenas uma das situações de risco".
Portanto, o local onde estava o prédio e o bairro Três Pinheiros seguem isolados.
Prédio desaba em Gramado Imagens cedidas Estado do asfalto em bairro de Gramado com o surgimento de rachaduras Cid Guedes / Reprodução Localização de Gramado, onde prédio desabou após surgimento de rachaduras no solo Montagem / Cid Guedes ANTES E DEPOIS: veja como era e como ficou o local onde prédio desabou Initial plugin text Outras fotos do local do desabamento: Rachadura no asfalto da Rua Ladeira das Azaléias, no bairro Três Pinheiros, em Gramado Francisco da Costa / Divulgação Base de prédio no bairro Três Pinheiros, em Gramado Cid Guedes / Reprodução Prédio no bairro Três Pinheiros Cid Guedes / Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Publicada por: RBSYS
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