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Alunos da UFRGS se manifestam após suposto caso de racismo contra professora

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Alunos da UFRGS se manifestam após suposto caso de racismo contra professora

Estudante teria ofendido a docente ao criticar enunciado da questão de uma atividade.

Docente conta que era recorrente ele questionar sua autoridade dentro da sala de aula.

Alunos protestaram em favor da professora Gláucia exigindo mais celeridade ao processo que apura suposto caso da racismo na UFRGS RBS TV/Reprodução Alunos e entidades civis se manifestaram, nesta terça-feira (17), em Porto Alegre, em favor de uma professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que afirma ter sido vítima de racismo por parte de um estudante.

Eles exigem celeridade no processo aberto pela instituição para apurar o caso.

Acesse o canal do g1 no WhatsApp O caso teria acontecido em 19 julho deste ano, quando a professora Gláucia Aparecida Vaz, do curso de Biblioteconomia, chegava para dar aula.

A docente conta que o universitário disse que ela "não sabia qual era o lugar dela".

Ele também teria falado que ela "continuaria sendo perseguida e odiada".

O estudante não teve o nome divulgado.

A direção da Fabico afirma que tomou conhecimento dos fatos no dia 23 de agosto e que na mesma data encaminhou o processo à Corregedoria – instância responsável pela análise de todos os casos desta natureza dentro da UFRGS.

No dia 16 de outubro, houve definição pela abertura do processo.

Em posição enviada à reportagem na terça, a UFRGS dizia que "conforme a posição da Corregedoria, o aluno foi imediatamente afastado de disciplinas nas quais a professora ministra, caso tivesse com matrícula em alguma".

Em uma nova manifestação, nesta quarta-feira (18), a Universidade informou que "o caso ocorreu no primeiro semestre" deste ano e que a orientação foi que o "aluno não frequentasse nenhuma aula ministrada pela professora".

"Foi verificado que ele não se matriculou em nenhuma disciplina oferecida pela professora em 2023/2 (semestre atual)", complementa.

A UFRGS informou que ele não foi afastado.

Como foi o caso Gláucia relata que, assim que passou a catraca da recepção, percebeu que o aluno a aguardava segurando o elevador.

Em seguida, ele disse que queria discutir uma questão do trabalho com ela, pois não havia tirado a nota máxima, 15, mas sim 14.

"A nota era praticamente a nota máxima, mas ele disse que não era a nota [o motivo da discussão], e sim o enunciado da questão.

Ele não concordava com a forma que eu tinha proposto a atividade, mas não deu nenhuma explicação [a respeito do que não concordava].

Falava tudo isso gritando e alterado", lembra a professora Gláucia.

Ao ver que o diálogo não estava levando a nada, Gláucia disse que precisava trabalhar e optou por ir de escada até a sala de aula.

O aluno pegou o elevador.

No entanto, no lance de escadas que ia do terceiro para o quarto andar, o estudante apareceu e impediu que ela subisse.

"Minha intenção era subir direto, mas ele falou que eu não sabia escutar ninguém, que eu não sabia qual era o meu lugar.

E que, ainda que fosse uma mulher – ele usou isso: falou 'uma mulher loirinha dos olhos azuis' –, eu continuaria sendo perseguida e odiada pelas pessoas", conta Gláucia, emocionada.

A professora ainda citou que era recorrente que o aluno questionasse a sua autoridade dentro da sala de aula.

Professora Gláucia recebeu apoio do sindicato e de instituições de direitos humanos RBS TV/Reprodução Tudo isso fez com que a docente buscasse assessoramento jurídico, o que motivou o pedido de abertura de um processo administrativo disciplinar à UFRGS, para que a instituição apurasse a situação.

"Eu me senti totalmente desamparada.

O que me choca mais nessa história é a falta de humanidade.

E acho que isso escancara o racismo institucionalizado", afirma a professora Gláucia.

Professora Gláucia Aparecida Vaz, que contou ter sofrido racismo de aluno da UFRGS RBS TV/Reprodução Nota da UFRGS "NOTA DE ESCLARECIMENTO 16 de outubro de 2023 A Direção da FABICO – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação vem a público se manifestar em relação a suposta 'inércia' nas providências relacionadas à conduta de racismo ocorrida na Unidade, que vem sendo disseminada nas redes sociais, repudiando veementemente qualquer ato de cunho racista, bem como qualquer tipo de preconceito.

Com relação ao ocorrido, a Direção tomou conhecimento dos fatos no dia 23 de agosto de 2023, após encaminhamento do processo pelo Departamento de Ciências da Informação – DCI.

Nesta mesma data, a Direção encaminhou o processo à Corregedoria, instância responsável pela análise de todos os processos desta natureza dentro da UFRGS.

Havendo juízo de admissibilidade, a Corregedoria encaminha à unidade para abertura ou não de um Processo Disciplinar.

A Direção cobrou o andamento do processo e realizou uma reunião com o Corregedor para discutir o assunto, que informou que seria elaborado o parecer técnico pela Corregedoria.

Ressalta-se que existem procedimentos a respeito dessas situações estabelecidos pela universidade e pelo serviço público, que dão lisura ao processo disciplinar.

Na data de hoje, 16 de outubro de 2023, o processo foi recebido pela Direção com o parecer favorável à abertura de um processo disciplinar discente.

A constituição da comissão responsável pela instauração, inquérito e julgamento do processo foi incluída na pauta da reunião do CONSUNI – Conselho da Unidade, que será realizada na data de 17 de outubro de 2023.

A Direção se coloca à disposição de todos os envolvidos para esclarecimento dos fatos.

Porto Alegre, 16 de outubro de 2023.

Direção da FABICO" VÍDEOS: Tudo sobre o RS


Publicada por: RBSYS

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